quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

Caindo das nuvens



O progresso técnico deixará apenas um problema: a fragilidade da natureza humana.
Karl  Kraus


Em praticamente todas as sessões de quimioterapia, minha mãe, também, esteve comigo e voltava, em média, para sua residência (fora da capital) após 3 dias.

As primeiras 4 sessões (vermelhas), tinham um intervalo de 3 semanas, entre uma e outra, para que o organismo conseguisse se recuperar do "ataque" que sofria.

Desta forma, passei muitos dias sozinha, por preferir ficar em minha casa, sendo monitorada, pela família, a distância.

Passados alguns dias da primeira aplicação, tive problemas com meu sistema imunológico e a temida febre, neste contexto, veio, mas veio "leve".

Liguei para minha irmã, que prontamente veio me "socorrer", pois a orientação médica era: "37,8° C? Corra para o Pronto Socorro e me ligue do caminho" - palavras do oncologista.

Chegando ao Pronto Socorro, do hospital no qual faço meu tratamento, fui prontamente atendida e como a febre não estava alta, a médica (recém-formada) explicou que faríamos um hemograma completo e, dependendo dos resultados, pediria outros exames depois.

Com os resultados em mãos, a médica tentava falar, por telefone, com meu oncologista, mas como já era madrugada, ele não atendia suas ligações.

Entre uma chamada e outra, ouvia a médica dizer que se não conseguisse o contato, me mandaria de volta para casa com uma receita de antibióticos, pois, em sua opinião, "meu risco era baixo".

Após ouvir isto umas três vezes, perguntei o que ela queria dizer com "risco baixo", ao que respondeu como se fosse óbvio:
- Risco de óbito...

Desde o recebimento do diagnóstico de câncer de mama, recebi tanto apoio das pessoas que me cercam, com palavras positivas, de fé e de ânimo, que chegava a esquecer a gravidade do que tinha.

Resumindo o que senti, naquele momento: aquela resposta da médica e sua expressão corporal, me trouxeram para a Terra, novamente, em questão de segundo.

Olhei para minha irmã pedindo socorro, já com as lágrimas molhando meu rosto, enquanto sentia a fragilidade da vida.

Quantas vezes tive febre ao longo dos meus 50 anos... mas nunca tinha estado tão vulnerável, ao ponto de sentir-me no limiar dos "mundos"...




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quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

O que esperar?


Tenho um pouco de medo: medo, ainda, de me entregar, pois o próximo instante é desconhecido.
Clarice Lispector


Meu único conhecimento sobre as reações da quimioterapia era hollywoodiano.

Após a primeira consulta com o oncologista, recebi três folhas com orientações sobre as possíveis reações do tratamento - porque cada organismo reage de um jeito.

Segundo o médico, era de vital importância que me preparasse bem, psicologicamente, pois a primeira aplicação, poderia programar meu cérebro para o sofrimento.

Ele contou que alguns pacientes quando chegavam, no hospital, para fazerem as aplicações, antes mesmo de entrarem no elevador, já começavam a vomitar.

Para me tranquilizar neste sentido, meu oncologista informou que meu convênio havia aprovado uma medicação - EMEND - que me ajudaria bastante em relação às náuseas e vômitos e que além deste, ainda deveria ter mais três outros, em casa, para ajudar, nos outros dias. O EMEND seria disponibilizado meia hora antes do início das aplicações e voltaria para casa com dois comprimidos para os dois dias seguintes.

Como teria que fazer 16 aplicações de quimioterapia, o médico solicitou ao convênio a colocação de um catéter em meu peito, para passar a medicação com mais segurança e menos sofrimento. Mas como a liberação do convênio demorou um pouco (burocracia), as duas primeiras aplicações foram administradas nas veias de meu braço esquerdo.

A dor e a queimação, nas veias, que sentia durante a passagem das medicações, indicavam que aquelas não seriam mais usadas depois disto...

Lembro que chorava, quando o líquido vermelho era administrado, e das mãos da minha irmã 
segurando as minhas.









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sábado, 20 de janeiro de 2018

Descobrindo "fontes de ânimo"

A amizade desenvolve felicidade e reduz o sofrimento, duplicando a nossa alegria e dividindo a nossa dor.
Joseph Addison


Quando o Mastologista me deu o diagnóstico positivo para câncer de mama, como os leitores puderam acompanhar nos "posts" anteriores, eu já sabia do meu "papel", como naquela história de "o gato subiu no telhado". 

Por isto, meu choro, junto à minha irmã, que se trancou comigo no banheiro do consultório, prometendo que não me deixaria sozinha, não foi de desespero e durou pouco.

Já havia decidido que meu testemunho de fé e coragem conduziriam meus passos dali em diante.

Lembro que quando peguei o resultado da segunda biópsia, confirmando o que o Mastologista já havia vaticinado, minha mãe, que, acho, ainda nutria alguma esperança, começou a chorar e eu pedi a ela que me ajudasse a ser forte, que era assim que queria enfrentar o que estivesse por vir.

Por 10 anos, ouvi de um "familiar" que eu não tinha amigos, que as pessoas próximas só estavam comigo porque tinham algum interesse, que eu era "usada" por meus colegas de trabalho porque tinha coragem de dizer o que eles pensavam (bucha de canhão), que eu não tinha noção de mim mesma, por isto não enxergava o quanto era difícil alguém gostar de mim.

Mas qual não foi minha felicidade ao constatar que este "familiar" estava errado? 

Descobri amigos que tinha e não sabia.

O apoio chegou de todas as formas: primos se aproximaram; vizinhos ajudaram nos afazeres domésticos, nas refeições, nas aplicações de injeções e vigília; por telefone, redes sociais, e-mails, chegavam palavras de ânimo (diariamente) e minha casa, que antes era tão vazia, se encheu de solidariedade, amizade e amor.

A todos estes AMIGOS, interessados, sim, na minha cura e em dividir o fardo comigo, minha gratidão eterna!





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quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

Interesses Capitalistas


A liberdade do dinheiro é inimiga da liberdade das pessoas.
Eduardo Galeano


Diagnóstico fechado, embora aguardando a segunda biópsia para confirmar.

Com o resultado positivo do anátomo patológico, Dr. Ricardo decidiu pela linha de tratamento: quimioterapia, cirurgia (mastectomia total e esvaziamento parcial da mama), radioterapia, fisioterapia, quimioterapia oral por 5 anos e reconstrução da mama.

O médico indicou os hospitais com os quais preferia trabalhar e tinha certeza que, ao menos, um deles era atendido, com certeza, pelo meu convênio médico.

Em contato por telefone e pessoalmente, o convênio (de classe média alta), negava o atendimento nos hospitais indicados, sugerindo outros, mais "populares".

Foi graças a um novo profissional da área da Saúde, que faz a intermediação entre os médicos e os hospitais, que descobri que realmente tinha direito a  uma das instituições indicadas pelo Dr. Ricardo: o Hospital Santa Paula, afiliado ao Hospital Sírio Libanês.

Fui encaminhada ao Dr. Tiago, o oncologista que cuidaria do câncer em meu corpo, que concordando com a linha de tratamento do Dr. Ricardo, indicou 04 aplicações da quimioterapia "vermelha" e 12 aplicações da quimioterapia "branca" - elas recebem este nome em função da cor de seus líquidos.

Fui avisada que perderia meu cabelo na segunda aplicação, mas ele começou a cair na primeira.

Não havia o que fazer... raspei a cabeça e quando cheguei em casa, minha faxineira chorou comigo.




https://www.google.com.br/search?hl=pt-BR&tbm=isch&source=hp&biw=1366&bih=662&ei=tStfWqOqDcqcwATqjoeQBw&q=maldade+do+capitalismo&oq=maldade+do+capitalismo&gs_l=img.3...2220.9607.0.11098.24.16.0.8.1.0.447.1526.0j7j1j0j1.9.0....0...1ac.1.64.img..7.9.1343.0..0j35i39k1j0i10k1j0i24k1j0i5i30k1.0.3GO1C79LAwE#imgrc=8LaxOQWRZmIjfM:

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Tempo perdido



O tempo é teu capital; tens de o saber utilizar. Perder tempo é estragar a vida.
Franz Kafka


Em meio a todas estas investigações médicas, havia outro assunto delicado com o qual tinha que lidar: minha separação.

Um mês depois da separação de corpos, meu ex-marido trouxe um caminhão e levou, com minha autorização, suas coisas, ou seja, quase metade da casa.

Para suprir a falta do que foi levado, meus familiares trouxeram, para mim, os móveis que minha avó havia deixado.

Afastado das discussões sobre as hipóteses diagnósticas, meu ex-companheiro, pedia o cancelamento do convênio médico, do qual ele era o titular, alegando que a parcela que lhe cabia estava pesando muito em seu orçamento... Minha irmã intermediou esta questão, propondo que passaríamos a pagar o valor, se este fosse o caso, mas que aquele não era o momento para eu ficar sem a assistência médica particular.

Chegou o dia de conhecer meu novo médico e ouvir sua opinião.

A consulta durou mais de duas horas e o diagnóstico de câncer de mama foi dado, antes mesmo da chegada da segunda biópsia.

Dr. Ricardo, mostrando os tumores nas chapas dos exames realizados em setembro de 2016, disse: " - Débora, apenas com as imagens desta Ressonância Magnética, eu, em setembro, já teria dado a você o diagnóstico positivo."

Era janeiro de 2017 e tudo indicava que a demora do diagnóstico correto, permitiu que a doença chegasse à axila.

Era preciso correr contra o tempo.





https://www.google.com.br/search?hl=pt-BR&tbm=isch&source=hp&biw=1366&bih=662&ei=5DlXWo-HA5G5wgSpgZvYDA&q=correr&oq=correr&gs_l=img.3..0l10.2880.4263.0.5758.8.8.0.0.0.0.224.795.0j5j1.6.0....0...1ac.1.64.img..2.6.791.0..35i39k1.0.0G34b41_1SI#imgrc=zhc30EyxrlQaIM:


domingo, 7 de janeiro de 2018

Buscando outro caminho



Tome um rumo diferente do de costume e quase sempre estará certo.
Jean-Jacques Rousseau



Na manhã do dia 26/12/16, entrei em contato com o médico/amigo e informei sobres as dores e o novo achado.

Ele orientou sobre medicação e compressas e concluiu que novos exames se faziam necessários.

Na primeira semana de janeiro de 2017, passei em seu consultório e peguei os pedidos de exames.

A médica que realizou a ultrassonografia mamária confirmou que um novo material havia surgido na mama esquerda e que recomendava nova biópsia.

Com os resultados em mãos, eu e minha irmã fomos para mais uma consulta com o médico da família, que solicitou nova biópsia, como havia sido sugerido pelo laboratório.

Novamente indaguei sobre procurar um Mastologista e o médico/amigo pediu paciência, afirmando que quando estivéssemos com o resultado da segunda biópsia em mãos, iríamos juntos consultar seu amigo, que foi dirigente da Sociedade Brasileira de Mastologia - aquele que teria participado do primeiro diagnóstico (errado), confirmando que se tratava de uma doença benigna da mama.

Decepcionada com o rumo das investigações, entramos no elevador, saindo do consultório, e, sem precisar falar nada, minha irmã decidiu por mim: "- Débora, acabou o 'médico da família'. Vamos procurar a opinião de outro profissional."

Minha irmã, sempre pró-ativa, no dia seguinte já tinha a indicação de um Mastologista de renome.

Agora, só precisava aguardar mais 3 dias para saber de minha real situação.



https://www.google.com.br/search?hl=pt-BR&biw=1366&bih=662&tbm=isch&sa=1&ei=r-9RWsGfHoeqwATOwar4Aw&q=mudan%C3%A7a+de+caminho&oq=mudan%C3%A7a&gs_l=psy-ab.1.0.0i67k1l2j0j0i67k1j0j0i67k1l2j0l2j0i67k1.97886.103835.0.109587.23.10.0.3.3.0.132.882.1j7.9.0....0...1c.1.64.psy-ab..14.8.653.0..0i24k1.140.EmWpfFcBhiA#imgrc=3X1HQyzslF0jjM:

sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

Prova de fé




As pessoas querem saber o segredo do meu sorriso, da minha força, da minha fé... E querem saber de onde eu tiro as palavras , de onde eu tiro tanto amor, onde que achei a receita para aceitar os problemas com felicidade. Então, eu respondo: - De Deus.
Padre Fábio de Melo


Quando o primeiro diagnóstico (errado) me foi dado, eu, meu marido, meus familiares e alguns amigos, pagamos nossas promessas, como católicos fiéis e agradecidos.

Mas Deus, em Sua infinita Misericórdia, não me deixaria enganada por muito tempo: na manhã do dia 25/12/2016 (Natal), logo que abri meus olhos, ao despertar, comecei a sentir uma dor próxima ao bico da mama esquerda, do outro lado de onde estavam os já conhecidos "caroços".

Com estranhamento levei minha mão à mama e, para meu desespero, ali estava um novo "caroço", tão grande e tão próximo da pele, que tinha a impressão que se olhasse bem para o bico do seio, seria capaz de vê-lo, apresentando alguma ondulação no formato da mama.

Guardei segredo por algumas horas, para não "estragar" a festa dos familiares. Até que a dor forte e persistente venceu meu sofrimento calado e pedi ajuda à minha irmã.

Tinha duas opções: enfrentar um Pronto Socorro -  em dia de feriado -  e não receber a devida atenção ou tomar um analgésico e esperar o dia 26, para entrar em contato com o médico/amigo e receber sua orientação.

Naquele dia descobri que câncer pode, sim, provocar dor - contrariando alguns ditos populares -  e naquela noite o sono só veio pelas mãos do cansaço de tanto chorar, também, de medo, e rezar.





https://www.google.com.br/search?hl=pt-BR&tbm=isch&source=hp&biw=1366&bih=662&ei=Vm1QWsrsI4zHwATi3YTQCA&q=misericordia&oq=misericordia&gs_l=img.3..0l10.14083.17995.0.18771.14.14.0.0.0.0.166.1335.0j12.12.0....0...1ac.1.64.img..2.12.1330.0..35i39k1.0.cEVzh7_3oc8#imgrc=tB7_O3jsJdYXHM:



quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

Caindo a ficha



Duas verdades nunca se podem contradizer.
Galileu Galilei



Sempre tive pavor da palavra "câncer", que dirá da doença!

Hoje, com 51 anos, posso contar que vivi uma infância e adolescência vendo alguns tios (paternos e maternos) sofrerem e morrerem com este "mal", num tempo em que a medicina não lhes apresentava tantos recursos como em nossos dias e seu nome era quase que "proibido" de ser pronunciado, como se sua simples expressão trouxesse, para nós, uma espécie de mau agouro ou o próprio convite para sua instalação em nós. Falávamos: "aquela doença ruim" ou "aquela doença".

Neste contexto social, cresci desenvolvendo um terror tão grande em relação à doença, que mudava de canal na TV se o assunto fosse sobre o câncer. Não gostava de ouvir relatos de casos conhecidos, mas vibrava com cada conquista da medicina no tratamento e pedia a Deus que abençoasse e iluminasse as mentes dos cientistas. Porém, apesar de sempre praticar atividades físicas, não mantinha hábitos saudáveis de alimentação e fumava.

Em dezembro de 2016, depois do diagnóstico errado  -  acreditando no médico/amigo que dizia que se tratava de uma doença benigna da mama - passei a observar que, além da permanência dos "caroços", o bico da minha mama esquerda estava, sutilmente, se retraindo e sabia que isto não era um bom sinal.

Antes que confirmassem que o "imperador de todos os males", havia se "instalado" em mim e que precisaria enfrentar aquilo que sempre temi, comecei a cortar, de minha vida, tudo o que julgava que me fazia mal, inclusive meu casamento, que não me fazia feliz...





https://www.google.com.br/search?hl=pt-BR&biw=1366&bih=662&tbm=isch&sa=1&ei=ygxOWrjpMImPwwTj9qaABA&q=consciencia&oq=consciencia&gs_l=psy-ab.3..0l10.18636.33928.0.41790.17.14.0.1.1.0.148.1352.2j10.13.0....0...1c.1.64.psy-ab..4.12.1274.0..0i67k1.171.-Vji5qCfoRw#imgrc=oD86nKcApRuZuM:

segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

Caminhos



O diabo desta vida é que entre cem caminhos temos que escolher apenas um, e viver com a nostalgia dos outros noventa e nove.
Fernando Sabino


Em quinze dias, saiu o resultado do anátomo patológico, que, praticamente, nada teria revelado, sendo classificado, pelos profissionais da saúde, como "inconclusivo".

Por telefone, trabalhando na agitação de uma Coordenação Pedagógica, que começava a se preparar, junto de seus professores, para o encerramento do ano letivo, fui comunicada que teria que esperar mais quinze dias, pelo resultado do imuno histoquímico, para que este pudesse apontar a direção a ser tomada.

No final de outubro, recebi nova ligação do médico/amigo, contando todo o trajeto, de análises clínicas e suas avaliações, percorrido até aquele momento e concluiu informando que seu amigo, ex-dirigente da Sociedade Brasileira de Mastologia, havia conversado, por telefone, com o patologista responsável pelo estudo histoquímico e que todos tinham chegado a um consenso: tratava-se de uma doença benigna da mama, que seria novamente avaliada dalí a seis meses.

A comemoração deu direito até a uma viagem dos sonhos, mas no retorno, o bico da mama já indicava que naquela bifurcação, lá em outubro, meu médico/amigo havia tomado o caminho errado.




https://www.google.com.br/search?hl=pt-BR&tbm=isch&source=hp&biw=1366&bih=662&ei=XS9KWoLOOoSFwQTPuJTICA&q=caminhos&oq=caminhos&gs_l=img.3..35i39k1j0l9.2123.4499.0.7137.10.10.0.0.0.0.234.1203.1j6j1.8.0....0...1ac.1.64.img..2.8.1197.0...0.tfzJk3aLIPM#imgrc=QWy5_XpKzOVPPM: