quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

Caindo a ficha



Duas verdades nunca se podem contradizer.
Galileu Galilei



Sempre tive pavor da palavra "câncer", que dirá da doença!

Hoje, com 51 anos, posso contar que vivi uma infância e adolescência vendo alguns tios (paternos e maternos) sofrerem e morrerem com este "mal", num tempo em que a medicina não lhes apresentava tantos recursos como em nossos dias e seu nome era quase que "proibido" de ser pronunciado, como se sua simples expressão trouxesse, para nós, uma espécie de mau agouro ou o próprio convite para sua instalação em nós. Falávamos: "aquela doença ruim" ou "aquela doença".

Neste contexto social, cresci desenvolvendo um terror tão grande em relação à doença, que mudava de canal na TV se o assunto fosse sobre o câncer. Não gostava de ouvir relatos de casos conhecidos, mas vibrava com cada conquista da medicina no tratamento e pedia a Deus que abençoasse e iluminasse as mentes dos cientistas. Porém, apesar de sempre praticar atividades físicas, não mantinha hábitos saudáveis de alimentação e fumava.

Em dezembro de 2016, depois do diagnóstico errado  -  acreditando no médico/amigo que dizia que se tratava de uma doença benigna da mama - passei a observar que, além da permanência dos "caroços", o bico da minha mama esquerda estava, sutilmente, se retraindo e sabia que isto não era um bom sinal.

Antes que confirmassem que o "imperador de todos os males", havia se "instalado" em mim e que precisaria enfrentar aquilo que sempre temi, comecei a cortar, de minha vida, tudo o que julgava que me fazia mal, inclusive meu casamento, que não me fazia feliz...





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