O tempo é a imagem móvel da eternidade imóvel.
Platão
Primeira consulta: sozinha.
Na maioria das vezes, estes "achados" não passam de uma "coisinha" ligada ao ciclo menstrual.
Meu médico/amigo não deu importância à visão da radiologista. Disse que como o aparelho comprime muito a mama, podia ser uma mancha formada por tecidos gordurosos. E que estava localizada num lugar onde eu não conseguiria apalpar.
Já lhe havia adiantado que sentia algo em meu autoexame; o qual não costumava fazer com frequência, pois sofria de "displasia", mama densa, e sempre encontrava algo, que com o passar dos dias sumia... mas que desde a abertura dos exames, havia algo que insistia em permanecer no mesmo lugar.
Propôs o exame clínico, para mostrar-me que estava impressionada. Secretária chamada, avental aberto do lado certo, cadeira posicionada, deixou o local de minha sensibilidade para apalpar por último.
Com a voz mansa e um toque de preocupação, afirmou que a mancha da chapa e os "carocinhos", que senti no autoexame, eram duas coisas diferentes, mas que concordava com a sugestão do laboratório: repetir os exames depois de seis meses.
Meu pai ensinou-me a submissão de diferentes formas. Não protestei, mas acho que meu corpo falou por si e, então, o médico/amigo, levando em consideração que eu tinha um plano de saúde, achou por bem pedir uma ressonância magnética para me tranquilizar.
A partir daí, as distâncias entre um agendamento e outro passaram a parecer pequenos intervalos da eternidade.
https://www.google.com.br/search?hl=pt-BR&tbm=isch&source=hp&biw=1366&bih=662&ei=HT4-WuHcCMvHwAS7wpO4AQ&q=eternidade&oq=eter&gs_l=img.1.3.0l10.7161.7868.0.11948.6.6.0.0.0.0.225.543.0j3j1.4.0....0...1ac.1.64.img..2.4.543.0..35i39k1.0.9XZbeB_EkRQ#imgrc=UIXofDe2s349MM:

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